You are currently viewing Da teoria à prática: por que nem todas as boas ideias vingam?

Provavelmente, você já teve aquele insight que parece muito promissor e que provoca uma empolgação imediata. Uma boa ideia pode surgir quando a gente menos espera, mas ela é apenas o primeiro passo em direção ao sucesso. Existe um longo caminho da teoria à prática.

Por que nem todas as boas ideias se confirmam como negócios bem-sucedidos? Há alguns aspectos que ajudam a explicar por que poucos empreendedores percorrem todo o percurso da teoria à prática. Colocar uma ideia em ação não basta, é preciso dar consistência a ela e planejar a sua execução.

Veja algumas razões para boas ideias ficarem no papel:

Muitas Ideias nem são executadas

Quando alguém perguntar a você por que muitas ideias boas se perdem, a primeira parte da resposta é a mais óbvia possível: as pessoas desistem antes de tentar.

Elon Musk, um dos mais respeitados empreendedores do mundo e responsável pela Tesla, aponta que poucas ideias vingam, mas nem por isso devemos desistir de tentar. “Se alguma coisa é importante de verdade, você deveria tentar. Mesmo que a falha seja um resultado provável”, diz o empresário.

O senso comum de que é difícil tirar uma ideia do papel leva muitas pessoas a duvidarem de si mesmas. Não dedicam o tempo necessário ao planejamento ou simplesmente engavetam o seu insight que poderia render milhões com uma boa execução.

Existe o receio de que ideia seja roubada

Outra razão para boas ideias ficarem pelo caminho: o medo de que ela seja roubada antes de emplacar. Se pararmos para pensar nesse ponto, fica claro como muitas pessoas precisam apenas de uma desculpa para abandonar uma ideia que parece ter futuro.

Aqui, vale fazer três reflexões:

  • Se você não contar a sua ideia para alguém, como terá apoio financeiro?
  • Se for tão fácil replicar a sua ideia, será mesmo que ela é boa?
  • Gigantes como Google e Facebook já existiam como ideias. Isso impediu o seu êxito?

Alguns criadores se empolgam demais

Ao mesmo tempo em que muitas pessoas se mostram reticentes sobre suas próprias ideias, outras esbanjam autoconfiança. O problema é que a empolgação demasiada pode levar a um tombo precoce.

Quando você tiver aquela grande ideia, faça um exercício de reflexão e racionalize o pensamento. Pense em questões como as pessoas que seriam beneficiadas pela ideia, por que ninguém nunca pensou nisso antes, e a viabilidade comercial.

A dica nesse ponto é manter os pés no chão, pois essa visão mais racional vai permitir que você enxergue eventuais fraquezas na ideia. Procure lapidá-la antes mesmo do lançamento para aumentar as chances de êxito.

Sem critérios de seleção, o julgamento fica impreciso

De que maneira você selecionaria uma entre cinco grandes ideias? Podemos utilizar diferentes critérios para fazer essa escolha, mas o feeling não deve ser o ponto principal.

Ao avaliar a sua própria ideia, procure estabelecer critérios claros para verificar se o que parece promissor tem mais falhas do que você imaginava. Veja abaixo alguns possíveis critérios a serem utilizados:

  • Mercado: o segmento está suficientemente maduro?
  • Concorrência: o mercado já está saturado ou comporta mais uma empresa?
  • Barreiras de entrada: você tem o capital necessário? É muito fácil replicar a sua ideia?
  • Complexidade: como seria a implementação da ideia? Quanto tempo para ela estar em pleno funcionamento?
  • Equilíbrio: você conseguirá manter a sua qualidade de vida após colocar a ideia em prática?